ENVELHECIMENTO: Copacabana é o bairro que mais concentra idosos no país

Data da postagem: 21/08/2015 | Nº de Visualizações: 475
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Neurologista dá dicas de como envelhecer com saúde e bem estar

Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro,  é o bairro que mais concentra idosos no  país, segundo dados do Censo apresentado em 2014. Os números indicam que  43.431moradores do bairro estão com 60 anos ou mais.

O bairro proporciona a esta parcela da população uma série fatores que podem fazer com que se viva mais e com qualidade. Dançar, caminhar na praia, praticar exercícios nas praças, grupos que se interrelacionam podem ser apenas alguns dos motivos da longevidade ativa.

A população brasileira está envelhecendo. Completar 100 ou 120 anos de vida será um fato comum, em um futuro próximo. Hoje, os avanços da ciência possibilitam a vida mais longa e o desenvolvimento de tecnologia genética para prevenir doenças é uma promessa. Os produtos farmacêuticos de última geração, os antibióticos, a melhor qualidade da nutrição e os avanços nas medidas de saúde pública permitem que um indivíduo ocidental, em condições normais de saúde, tenha hoje uma expectativa de vida de quase 80 anos.

O neurologista Peter Salem Júnior, que atende muitos idosos em sua clínica em Copacabana, responde uma série de perguntas que envolvem saúde, longevidade e comportamento relativos ao envelhecimento.


1- O que acontece quando as pessoas começam a envelhecer? A saúde física é sempre acompanhada da saúde mental?

Podemos dizer que várias modificações são percebidas a partir dos sessenta, sessenta e cinco anos. De uma forma mais abrangente, mais genérica, pode-se dizer que a memória não é tão aguçada quanto antes, os movimentos de um modo geral se tornam mais lentos. Isto é mais evidente quando uma pessoa acima de uns 65,70 anos tenta mudar de uma posição para outra numa mesma sequencia de movimento (claro que sempre existirão as exceções a essas regras). A memória, assim como os pensamentos, em geral, começa então a operar em uma velocidade menor, a pessoa passa a dormir menos, apetite cai, libido também. Além disso, há um aumento das doenças depressivas e ansiosas, mas principalmente as depressivas e cardiovasculares.

2- É verdade que a combinação de exercícios físicos com boa alimentação pode proporcionar um envelhecimento com qualidade de vida?

Com certeza. E isso vale não somente para as doenças neurológicas assim como para todas as demais doenças clínicas em geral, em sua grande maioria.

3 - Sua clínica em Copacabana atende muitas pessoas de terceira idade. Quais são as maiores reclamações de quem está envelhecendo?

Esquecimento. Esse termo genérico, vago, pode significar qualquer coisa, desde um simples engano em relação onde guardou uma chave ou caneta, passando por faltar a um compromisso e estranhar pessoas do seu convívio diário (este sim bem mais grave e merecedor de investigação médica)

Em segundo lugar, após as queixas do "esquecimento", eu colocaria na minha lista problemas com o sono, sejam eles uma dificuldade inicial de adormecer ou uma dificuldade de sustentar um sono prolongado.

A terceira reclamação mais comum no meu consultório é a depressão. Seja pura ou associada a uma dificuldade de dormir.

4- Como a pessoa deve encarar o envelhecimento?

Da forma mais natural possível, assim como já encarou qualquer outro problema de saúde que surgiu na mocidade ou em idades anteriores. A diferença será apenas na abordagem e no tratamento.

5- Os idosos em Copacabana, maior polo de terceira idade do país, fazem exercícios, frequentam grupos, saem em grupos para dançar, ir ao teatro etc... Estas atividades ajudam a ter um envelhecimento melhor e mais ativo?

Sem dúvida. Estas atividades ajudam a colocar em ação uma série de mecanismos e reações metabólicas baseadas em reações químicas produzidas em pessoas que fazem exercícios. Ou seja, o sedentarismo é tão nocivo na juventude, meia idade, quanto no chamado "idoso”. Não há diferença.

6-Doenças como alzheimer e Parkinson podem ser evitadas?

Não. Infelizmente, ainda não há nenhum tipo de prevenção. Essas doenças se encaixam na categoria de predeterminadas. Devemos ter cuidado para não confundirmos estas com doenças hereditárias. Elas são completamente diferentes.

7-O que o senhor recomenda para que o cérebro continue ativo no decorrer do envelhecimento?

Adquirir novos conhecimentos do mesmo modo que adquiriu em idades anteriores, mais jovens. Cursar uma faculdade,  concluir um segundo grau incompleto, um curso de línguas... etc.  Seja o que for, o importante é trabalhar o cérebro, pois assim cria-se novos neurônios e grupamentos de associação no córtex do cérebro. Quanto mais estimulado for, melhor será o desempenho intelectual e, consequentemente, a capacidade de memorização.

 

Serviços:

Peter Salem Junior – Neurologista

www.petersalem.med.br

 Rua Barata Ribeiro, 383 – sala: 901 – Copacabana

Telefone: (21) 2236-2515 / (21) 99423-3683 

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