Bárbara Paz - Uma História de Superação

Data da postagem: 24/02/2014 | Nº de Visualizações: 1687
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Bárbara Paz é uma gaúcha cheia de co­ragem. Despontou para fama ao sair vencedora do reality show “Casa dos Artistas”, do SBT, em 2001. De lá para cá, a atriz viveu diversas personagens em no­velas e agora chega ao apogeu como Edith, de Amor à Vida, novela das 21h da TV Globo. En­quanto na ficção a personagem é casada com o vilão da hora, o gay antes enrustido e agora assumido Félix Kouri (Mateus Solano), que faz maldades com nuances de psicopatia, na vida real está em seu segundo casamento com o cineasta Hector Babenco, 67 anos, quase 30 a mais do que ela. Aliás, a atriz não gosta muito de falar deste assunto. Ressente-se de tantas fofocas e comentários maldosos a res­peito desta relação.

Segundo Bárbara, ela procura não ouvir o que falam por aí, pois não dizem diretamente a ela. “As pessoas não entendem o que é a nossa relação. Criam estereótipos e rótulos. Só nós dois sabemos como o nosso relaciona­mento é lindo. Como temos respeito e admi­ração por esse nosso momento. Que é efê­mero, porque não sabemos o dia de amanhã” confidencia, completando: Eu tenho 38 anos. Ele tem 67. Sabemos para onde a vida vai caminhar. São muitos fatores. Sabemos que nosso relacionamento vai ser para sempre, mas não sabemos os rumos que vai tomar. Eu estou começando a ir para a metade da vida. Ele está se aproximando de uma segunda me­tade.

Outro assunto que a entristece é falar de seu passado trágico, de menina órfã de pai e mãe que saiu de Campo Bom, pequena cidade de 58 mil habitantes no interior do Rio Gran­de do Sul, para tentar a vida em São Paulo – e que, antes de virar a bem-sucedida atriz da TV Globo, enfrentou dor, fome e solidão. Deixando qualquer conotação piegas que possa existir neste termo bem de lado, o fato é Bárba­ra é um “exemplo de supe­ração”. Encarou a perda dos pais quando ainda era crian­ça, venceu as dificuldades financeiras da família, sobre­viveu a um acidente grave de carro e digeriu as cicatrizes internas e externas que ele deixou. Mais recentemente, se livrou do estigma de “ven­cedora de reality show” e se consolidou como uma impor­tante e talentosa atriz tanto do teatro, quanto da televi­são brasileira.

Diante de cenas tão emo­cionantes em Amor á Vida poucos devem reparar, mas Bárbara Paz carrega uma ci­catriz que marcou seu rosto aos 17 anos, quando ela so­freu o tal acidente. A atriz conta que já recebeu muitos “nãos” no início da carreira por causa da marca, mas garante conviver bem com isso hoje. 
“Sofri um aci­dente quanto tinha 17 anos, mas não parei a minha carreira. Pensei: “vou enfrentar”. Caí no buraco e não desisti! Muita gente me ne­gava testes. Se eu sorrir, a cicatriz não apa­rece, então, eu fazia os testes publicitários sempre sorrindo. Minha cicatriz vai estar co­migo para o resto da vida. Faço preenchimen­to para disfarçar e já melhorou muito”, conta a atriz, lembrando que em muitos momentos da vida perguntou: “Por quê comigo? Algu­ma lição eu tenho que tirar disso tudo. Que bom que nada é impossível. É só a gente que­rer”, completou Bárbara, comemorando sua segunda trama das nove, na Rede Globo.


Ao lado de Mateus Solano, a cena mais co­mentada de Amor à Vida, até agora, foi a que Edith, personagem de Bárbara Paz, revelou para toda a família que Félix era gay e que a traía com um homem. “O diretor disse para nós: ‘Não vamos nem ensaiar. Vamos gravar direto’. Foi assim que aconteceu a cena, de primeira! Foi difícil, dolorosa. O Mateus esta­va totalmente entregue”, lembrou. 

Bárbara revela que também já foi traída e continuou o relacionamento, mas assume que não saberia o que fazer se a traição fos­se homo afetiva. “Eu penso: Como mulher faço tudo. Sou boa de cama, dou tudo o que ele quer: amor, sexo, carinho. Por que ele vai querer uma pessoa inferior a mim ou do mesmo sexo que eu? Não consigo entender. Mas um homem tem coisas que eu não te­nho. Não sei vivendo isso na pele, mas acho que ficaria mais alivia­da porque a competi­ção é menor”, explica a atriz.

Perguntada se per­doaria uma traição, Bárbara é categórica: “Perdoar a gente nun­ca perdoa, mas releva, tenta ficar superior a tudo. Até porque eu poderia estar na pele do outro. Em relação a Edith, eu realmente não sei. Tenho a cabe­ça muito aberta. Acho que o amor está acima de tudo. Tem muita coisa para avaliar além da atitude. Será que quero perder esse homem? É uma fraqueza ou ele vai agir assim para o res­to da vida?”, ponderou a atriz, contando ainda que conhece mulheres que já passaram pela mesma situação de sua personagem: “Sei de várias mulheres que engoliram a traição quan­do viram seu marido com outro homem. É mui­to comum isso”.

No auge da carreira a moça admite que, na vida pessoal, ainda falta uma etapa muito im­portante a cumprir. Ser mãe está, sim, em seus planos. “A mulher tem prazo. Até os 42 anos terei que me decidir. Gosto muito de criança. Me sinto bem rodeada de crianças”, diz. A atriz voltou à infância para justificar o fato de ainda não ter sido mãe. “Sempre quis ter filho. Mas eu sempre tive que cuidar de mim. Tive uma infância difícil, com pouca coisa. Como passei muita necessidade na vida, não quero que o meu filho passe pelo mesmo”.

Bárbara relembra que um dia prometeu a sua mãe que seria alguém na vida. “ Eu me lembro indo embora da cidade com duas ma­las, sozinha, caminhando sete quadras para pegar o ônibus. Eu olhava para trás e sabia que não ia voltar. Eu dizia, com meu All Star rasgado: Vou achar um espaço no mundo pra mim. É fato que conquistei tudo o que pro­meti para mim mesma. Até mais”.

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